Manchas brancas por perda de pigmento
No vitiligo, o sistema imune ataca as células que dão cor à pele (os melanócitos), e isso forma manchas brancas, em geral bem delimitadas. Pode aparecer em qualquer área e em qualquer idade, e costuma vir em fases: períodos em que as manchas avançam e períodos em que ficam estáveis.
Vale procurar avaliação quando você nota:
- manchas brancas na pele, sem descamação e em geral com borda nítida;
- manchas que surgiram ou aumentaram nos últimos meses;
- perda de cor ao redor de olhos, boca, mãos, pés ou em dobras;
- fios brancos dentro de uma mancha ou em áreas afetadas.
Estabilizar a doença e estimular a repigmentação
O vitiligo é uma doença autoimune, então o cuidado vai além do que se passa na pele: a consulta começa entendendo a atividade da doença, há quanto tempo as manchas avançam e o histórico de saúde. Conter a doença em atividade vem primeiro, porque é o que evita novas manchas e abre espaço para repigmentar.
A partir daí, a Dra. Maíra monta o plano e acompanha a resposta ao longo dos meses, que no vitiligo é gradual e varia de área para área. Os tratamentos hoje vão de tópicos a fototerapia e medicações mais novas, e a fotoproteção caminha junto com cada etapa.
“Tratar a pele é entender a pessoa por inteiro.”
Combinado conforme o seu caso
O que entra, e quando, é definido na consulta. Por orientação do CFM, falamos em termos genéricos.
Avaliar a atividade da doença
Entender se as manchas estão avançando ou estáveis orienta o plano inteiro, porque a conduta muda conforme a fase.
Tratamentos tópicos
Cremes que atuam na resposta imune da pele, como corticoide e inibidores de calcineurina, indicados conforme a área e a sensibilidade.
Inibidores de JAK
Uma linha mais nova de medicação, tópica ou via oral, usada em casos selecionados e com acompanhamento de perto.
Fototerapia
Sessões de luz ultravioleta de banda estreita (UVB) para estimular a repigmentação, indicadas conforme a extensão das manchas.
Fotoproteção
Proteção solar das áreas com vitiligo, que não têm a defesa natural do pigmento, e da pele ao redor. É parte do tratamento.
Crianças e adultos
O vitiligo aparece em qualquer idade. As condutas se adaptam à criança e ao adulto, avaliadas caso a caso.
Acompanhamento contínuo
Retornos para acompanhar a resposta e ajustar o plano ao longo dos meses.
Vitiligo: o que mais perguntam
Vitiligo tem cura?
O vitiligo não tem uma cura definitiva, mas tem tratamento. O objetivo é estabilizar a doença, evitar novas manchas e estimular a repigmentação onde for possível. O quanto repigmenta varia de pessoa pra pessoa e de área pra área, e na consulta a Dra. Maíra explica o que esperar no seu caso.
O que causa o vitiligo?
O vitiligo é uma doença autoimune: o próprio sistema imune ataca as células que dão cor à pele. Há predisposição genética, e fatores como estresse e atrito podem influenciar. Não é contagioso e não passa de uma pessoa pra outra.
Criança pode tratar vitiligo?
Pode, e a Dra. Maíra atende crianças. O vitiligo aparece em qualquer idade, e as condutas se adaptam à faixa etária. Começar cedo, com a doença ainda pouco extensa, costuma ajudar no acompanhamento.
A repigmentação demora?
Sim, o vitiligo responde devagar, em geral ao longo de meses, e cada área tem o seu ritmo. Algumas regiões, como o rosto, costumam responder melhor que outras, como mãos e pés. Por isso o acompanhamento importa tanto quanto o tratamento.
O que é a fototerapia?
É um tratamento com luz ultravioleta de banda estreita (UVB), feito em sessões, que estimula a repigmentação. É indicada conforme a extensão das manchas e a atividade da doença, e isso é avaliado na consulta.
O vitiligo pode vir com outras doenças?
O vitiligo é autoimune e às vezes vem junto de outras condições, como alterações da tireoide. Por isso a consulta investiga o seu histórico e, quando indicado, pede exames. Quando o caso pede, a Dra. Maíra acompanha em conjunto com outro especialista.
Onde é o atendimento?
Na Consolação, em São Paulo. O agendamento é pelo WhatsApp.